SÃO PAULO - Os moradores das regiões Sudeste e Sul do País são os que mais pagam impostos diretos e indiretos. São R$ 3.300 por pessoa que vão para os cofres públicos anualmente.
Os dados são do coordenador do curso de administração das Faculdades Integradas Rio Branco, Carlos Eduardo Stempniewiski.
Representatividade De acordo com o levantamento, os Estados dessas duas regiões, apesar de concentrarem 43% da população total do País, representam 81% da arrecadação federal.
"Essa é uma situação terrível, ainda mais porque o desemprego é mais forte nas grandes cidades, que estão exatamente no Sul e no Sudeste", afirmou o docente.
Invisíveis Stempniewiski explicou que parte desses impostos são os invisíveis. Um exemplo é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que está embutido no preço de produtos que compramos, por exemplo, em supermercados.
"Quando se fala ao celular, quando se compra um lanche, quando se compra uma roupa ou qualquer outro objeto o consumidor recolhe tributos", detalhou.
Nordeste, Centro-Oeste e Norte No Nordeste e no Norte são encontradas as menores tributações do País. Segundo Stempniewiski, cada nordestino recolhe R$ 400 por ano. "Lá é uma situação dramática. O índice de informalidade é excessivo", explicou.
O Centro-Oeste tem gastos anuais de R$ 2.300 per capita em tributos, enquanto aqueles que moram na região Norte despendem, cada um, R$ 550 por ano. "O que acontece nessa região é que a informalidade é grande, existe uma ausência de grandes investimentos e a maioria dos trabalhadores são empregados do governo, que paga baixos salários", concluiu o doecente. |