Essa faixa salarial precisa trabalhar 155 dias por ano para pagar os impostos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Cerca de 30% do que é recebido pelas pessoas que ganham mais de R$ 1.050 é revertido em tributos. De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Pagadores de Impostos (Abrapi) com sede em Blumenau - Rubens Franz, a pressão de custo é alta. Os gastos com alimentação e saúde sobem acima da inflação e o mesmo não acontece com os salários. Nos Estados Unidos e na Europa houve redução nos impostos para alavancar o consumo. Isso fez com que o volume arrecadado pelos governos crescesse. Essa faixa da sociedade é a que mais perde com os encargos sociais que é obrigada a pagar pelos itens que consome. O setor varejista, que tem na classe média 70% dos seus consumidores, é um dos que mais perde com o empobrecimento. O reflexo disso pode ser visto nas expectativas do comércio para o final do ano, que demonstra um comprador cauteloso. Uma pesquisa interativa da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL) mostrou, nessa semana, que as estimativas da população para o incremento das vendas no fim deste ano não são das melhores. |