Às vésperas de anunciar o PAC, o governo está dividido sobre a prorrogação até 2017 da multa extra de 10% para o FGTS por demissão sem justa causa. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, chegou a anunciar o uso dos recursos em um programa de subsídio à compra da casa própria para famílias que ganham até cinco salários mínimos, enquanto Guido Mantega (Fazenda) quer financiar a classe média. Em vigor desde 2002, a multa destinava-se a pagar perdas com correção dos planos Verão e Collor, e a lei que a criou não definiu prazo para extinção. O governo quer prorrogar a multa para financiar a habitação. Para evitar contestação judicial, deverá enviar ao Congresso um projeto de lei que muda a destinação do dinheiro. |