Brasil tem hoje uma das cargas tributárias mais elevadas do mundo. Além disso, existem cerca de 60 diferentes tipos de impostos que as empresas legalizadas precisam recolher e contabilizar, elevando o custo administrativo e, por conta disso, um produto final mais caro para o consumidor. De acordo com estudo do IBPT, os tributos incidentes sobre a produção e os salários somam em torno de 76% de toda a arrecadação tributária. No caso do material escolar, ao realizar uma compra de R$ 150, o consumidor vai desembolsar R$ 59,46 somente para pagar os impostos. Se o material não tivesse incidência de impostos, o total a pagar seria de R$ 90,54. Em média, a cobrança de impostos é de 39,64%. Já em outro tipo de mercadoria, quando incidem os impostos que são cobrados em cascata, o valor destes tributos é maior ainda. Por exemplo, em uma compra de R$ 100, incidem o ISS, taxa de publicidade, IPI, Cofins, PIS, CPMF, para citar alguns. O produto sem impostos custa R$ 52,77, porém, com a inclusão, o preço final ao consumidor é acrescido mais R$ 47,23, totalizando os R$ 100. Os comerciantes também reclamam do prazo para recolhimento dos tributos que, em média, são pagos a cada 18 dias. Além disso, as empresas financiam os governos federal e estadual, pois recolhem os tributos a curto prazo e faturam suas vendas recebendo, em média, a cada 40 dias. O prazo para recolhimento dos tributos era de 45 dias e, com o encolhimento do prazo para pagar os impostos, o capital de giro das empresas desapareceu. Por conta disso, um número elevado de pequenas empresas deverá quebrar nos próximos anos, segundo estudos de especialistas, pois a grande maioria já não possui capital de giro, os encargos aumentam cada vez mais e as taxas de juros cobradas para financiamento são muito altas. (VH) |